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Quando Eu Morrer
Coy Rap
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🇵🇹 Portuguese · Original
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Lyrics
Original
Translation
Bilingual
Yeah, ahan
Tipo, eu tento escrever umas coisas diferentes e tal, mas
Eu só consigo falar disso
Vou fazer o que?
Mais uma noite acordado sem poder dormir
Mas não porque o sono que me falta por aqui
Mas é porque eu tenho que estar
Onde ninguém quer estar
Onde ninguém quer vir
Ninguém quer te ajudar
Eu to ali pra resolver quando ninguém me vê
Ofendido, subjugado, até por você
Um soldado f*dido, cheio de contas
Sob a chuva na alma dura que segura as pontas
Quando eu morrer, eu espero ir pro céu
Com um fuzil na mão uma caneta e um papel
No meu caixão, joguem granadas e escopetas
Na minha mão, uma adaga e uma Beretta
Quando eu morrer, eu espero ir pro céu
Com um fuzil na mão uma caneta e um papel
No meu caixão, joguem granadas e escopetas
Na minha mão, uma adaga e uma Beretta
Dentro de mim vive uma fera pronta pra quebrar as grades
Dessa jaula da alma que não suporta mais
Poucos momentos de risadas com os meus compadres
São um alivio desse stress destruidor demais
A minha sanidade foi pro espaço a tempos (a tempos!)
Essa guerra custou minha saúde e os bons momentos
Que eu teria, distância da minha família
Sob a cama na agonia
Vozes que não se calam da vida
Que me leva a ser alguém que eu nunca imaginaria
Vendo tudo, saio puto, bicudas na frente de quem me enfrenta
Doente da mente, sangue nos olhos, tiozão nem tenta
Tiozão nem tenta
Será que eu chego aos 60
Sem ter uma morte violenta
Ou sem resultado de tanta dor e ingratidão
Um corpo que se destrói, se corrói
E eu penso
Será que isso é em vão?
Quando eu morrer, eu espero ir pro céu
Com um fuzil na mão uma caneta e um papel
No meu caixão, joguem granadas e escopetas
Na minha mão, uma adaga e uma Beretta
Quando eu morrer, eu espero ir pro céu
Com um fuzil na mão uma caneta e um papel
No meu caixão, joguem granadas e escopetas
Na minha mão, uma adaga e uma Beretta
Será que isso é em vão?
Será que eu deveria ter ouvido o "não"
Quando minha mãe me disse
"Você vale mais que isso"
Me parece um reprise
Isso me parece um disco
Girando, girando
E quando paro, penso, olho e pisco
Estou causando danos
A mim mesmo e aos outros
Julgado como escroto
Um rato de esgoto
Para os podres donos do sistema
Utilizado de forma covarde
Ponta de lança!
Tentam te manter em grades
Olha que ironia
Quem tem como missão
Livrar o mundo
De quem não merece a vida
Também ta preso nessa agonia
Eu penso quem sabe um dia
Eu me livro dessa eterna sabatina
E eu to aqui de novo
Cuspindo sangue
Pra eu esquecer do stress
Só que o tiro sai pela culatra
Pois eu me torno mais louco
Cada vez que eu tento
Um novo revés
Quando eu morrer, eu espero ir pro céu
Com um fuzil na mão uma caneta e um papel
No meu caixão, joguem granadas e escopetas
Na minha mão, uma adaga e uma Beretta
Quando eu morrer, eu espero ir pro céu
Com um fuzil na mão uma caneta e um papel
No meu caixão, joguem granadas e escopetas
Na minha mão, uma adaga e uma Beretta
Não não não
Isso é normal, isso é normal
Eu não to louco!
Isso é normal