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rei dos demônios
Cravinhos
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Original
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Bilingual
E o bem irá vencer de novo, e não vai ser a última vez
Espero que o mundo mude no próximo mês
Tentando criar algo novo, fugindo dos clichês
Eu já disse, não reclame se nada fez
Tô tentando mudar algo desde os 16
E juro que vai valer a pena pra vocês
E o tempo vai passar, e 'cê vai pensar
Que seria melhor me escutar
E eu vou falar, mas sem chorar
Que o que rolou não dá mais pra voltar
Eu tive medo, mas busquei a chave
Não funcionou, então entrei na janela
Não saí de casa, perdi mais amigos
O que me põe pra trás é as minhas pernas
E eu decidi não deixar meu destino escolher o trajeto
E eu só ser mais um merda
Então acordou outro dia difícil
Viu que a realidade não estava certa
Cansado de construir castelos de areia
Depois da meia-noite eu vou voltar pra casa
Rodeado de falsos tipo a santa ceia
Cheio de cigarros, mas sem nem uma brasa
E todas as vezes que eu falei com alguém que eu amava
Não pude dizer metade do que eu falo só, menos pra você
Se o Diabo me tromba, ele se treme todo
Não tem ninguém com mais demônios que eu
Todo dia um episódio novo
Todo dia matando gigantes
Rosa na boca, eu peço a tua mão
E te entrego o meu amor em vez de diamantes
Um quarto grande pra alguém tão solitário
Eu matei quem eu era antes
Insetos vão sempre perseguir a luz
Mortos 'tão de baixo dos nossos pés
Nunca tome decisões importantes em momentos ruins
Respire um pouco e conte até dez, até cem, até mil
O que for necessário
E se meu plano der certo, ano que vem eu não tenho aniversário
Infelizmente eu escolhi um trabalho que não vai ser remunerado
E conforto pros irmão vai ser o meu salário
Outro dia 'tão diferente como todos
Outros planos e outra missão de novo
Outra jornada do herói, outro futuro se constrói
Outros dentes se mostram como um sorriso que sempre dói
Império construído em cima de pessoas sonhadores mortas
É o meu futuro, eu não escapo
Um menózin' vai se inspirar em mim, isso é fato
Um dia também vai cansar desse jogo de gato e rato
Eu te desejo sorte
E espero que diferente de mim, o seu fim não seja a morte
E se isso te conforte, o próximo que vim depois de mim e ti
Já vai ter até um norte de um lugar pra ir
Pra que a gente nasceu? Eu tenho um palpite, foi pra ser livre
Mas vivemos em gaiolas sem alpiste
Em que uns vive e outros como a gente só existe
Esse mundo é nosso e é por isso que a gente insiste
E de novo eu sangrei, e de novo eu levantei
E de novo eu trabalhei, e de novo eu acordei e percebi
Esse mundo não é pra mim, esse mundo é pra você
Então aproveita o fim, adeus enfim