Lyrics Original Translation Bilingual
Matilda, ê Matilda, Matilda No campo do adversário é bom jogar com muita calma Procurando pela brecha pra poder ganhar Ê Matilda, Matilda, ê Matilda, Matilda No campo do adversário é bom jogar com muita calma Procurando pela brecha pra poder ganhar Pode escrever no quadro, ô, sinhá Deixa todo mundo ler O bicho ruim quando não tem do que dar cabo Primeiro morde o rabo E logo após vai se comer, deixa comer Pode escrever no quadro, ô sinhá Deixa todo mundo ler O bicho ruim quando não tem do que dar cabo Primeiro morde o rabo E logo após vai se comer, deixa comer Ô, Matilda, ê Matilda, Matilda No campo do adversário é bom jogar com muita calma Procurando pela brecha pra poder ganhar Ê Matilda, Matilda A saudade que sinto não é a saudade da dor de chorar Não é a saudade da cor do passado Que deixa grudado meu pé nesse chão Não é a tristeza que queima o peito Não é lamentar o que nunca foi feito Não é a doença que acaba com a gente Deixando esmagada a vida no chão É a estranha saudade do que ainda não vivi É a raça e o sangue de um simples moleque Que leva na ponta da língua a todos os cantos O sal e o doce da palma da mão É a garra e alegria de um simples menino Que acredita nas pessoas e no futuro Que seja fruto da força imensa de nossos corações É a garra e alegria de um simples menino Que acredita nas pessoas e no futuro Que seja fruto da força imensa de nossos corações Quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda Que palavra por palavra Eis aqui uma pessoa se entregando Enquanto eu acreditar que a pessoa é a coisa Mais maior de grande O que na sua riqueza revoluciona, ensina Pois pelas aulas do tempo aprende e revolta por cima Eu vou cantar... por aí Eu vou cantar... por aí Bonito é que gente é sempre assim tão diferente de gente Assim como a voz que ecoa não é mais daquele que grita E essa beleza na dessemelhança Me aguça a cabeça, me agita Eu vou cantar... por aí Eu vou cantar... por aí Que nada se repete sob o sol O movimento da vida Não deixa que a vida seja sempre igual Pois nada se repete, nem o sol Pois veja que o bem só é bem pra quem ele faz bem Mas prum outro pode ser um mal Pois nada se repete sob o sol O pai já não é mais o filho Nem foi o avó e nem é o irmão Que nada se repete, nem o sol Que pena daquele que pensa na sua exata continuação Na disparecença dos tempos Aprendo as tranças e tramas das novas lições Eu vou cantar... por aí Enquanto eu acreditar que a pessoa é coisa Mais maior de grande Quando a gente chega Numa terra estranha, numa casa beira-estrada Como tantas por aí O cachorro avisa A criança se esconde entre as pernas de seu pai E não quer mais sair Dona, por favor, um pouco d'água Pra lavar a poeirama que sou eu Troco um nhaco de comida Por histórias que o caminho já me deu E nos goles de cachaça A cabeça já subiu no velho trem, velho trem E lá vai palavras Sobre companheiros de acolá além Saltam do meu peito as pessoas Quantos quentes corações Cores, alegrias e em meus olhos Todo brilho das paixões Moço, me desculpe, acho que falei demais E a dona estrada tá chamando novamente o meu pé Moça, me perdoe, já vou indo Mas eu volto qualquer dia Com certeza, quando der Levo o tamanho desse abraço Novo laço, nó de aço, nova fé Levo no tamanho desse abraço Uma história nova no meu peito Adeus, inté Oh, que estrada mais comprida Oh, que légua tão tirana Ai, se eu tivesse asa Inda hoje eu via Ana Tô vortando estrupiado Mas alegre o coração Mesmo assim como inda falta Pra chegar no meu rincão Trago um terço pra das Dores Pra Reimundo, um violão E pra ela, e pra ela Trago eu e o coração Quando a gente volta o cachorro já não late mais Já reconhece aquele que lhe deu Um pedacinho de seu pão Fez um carinho, virou as costas Tomou a estrada e sumiu E a criança já crescida corre e chama o pai E o povo sai Toma a varanda com seus sorrisos E é como fosse o brilho de um novo sol Eu apenas queria que você soubesse Que aquela alegria ainda está comigo E que a minha ternura não ficou na estrada Não ficou no tempo presa na poeira Eu apenas queria que você soubesse Que esta menina hoje é uma mulher E que esta mulher é uma menina Que colheu seu fruto, flor do seu carinho Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta Que hoje eu me gosto muito mais Porque me entendo muito mais também E que a atitude de recomeçar é todo dia, toda hora É se respeitar na sua força e fé Se olhar bem fundo até o dedão do pé Eu apenas queria que você soubesse Que essa criança brinca nessa roda E não teme o corte das novas feridas Pois tem a saúde que aprendeu com a vida Eu apenas queria que você soubesse Que aquela alegria ainda está comigo E que a minha ternura não ficou na estrada Não ficou no tempo presa na poeira