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Santo Amaro
Cartel Mcs
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🇵🇹 Portuguese · Original
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Original
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Bilingual
San-san-san-san-Santo Amaro
Subo qualquer ladeira só pra fazer uns free
Santo Amaro eu tô ali, moto táxi pra subir
Subindo a colina, descendo a ladeira
Quando chegar, ver o bonde passar
Shh, disciplina
Não tô na pista a toa, e não jogo pra perder
Trás mais um destilado e deixa as dama se envolver
Só pelo olhar, já sei quem tá comigo
Eu vou lá pro 7-15 pra brindar com meus amigos
VeaGá, JB, tão junto na função
Se tiver briga de gangue, tão fodido na minha mão
E que criminais são vocês? 33, 157?
Não gostou, faz na mão, tira o bumbo e o clap
Cotidiano violento
Inconfundível na mira dos cana e levando geral
Enquanto bacana passa batido da vida e reclama
Eu passo é mal
Mas insisto, persisto e invisto no foco
A vida não para no tempo
Por isso eu não fico perdido no ócio
Eu não passo despercebido
Eu finto, tipo Garrincha e seu drible
Tem carro, tem moto, tem arma de grosso calibre
Nas favelas existem sonhos perdidos entre as vielas
Enquanto o rap pulsa no sangue
O flow perdido em minhas artérias
Um beat clássico, um haxa
Rolé no morrão de marola
Vento na cara, dois na garupa
Os verme bolava
Antes de entrar no ringue, sinta o timbre
E peço o meu último drink
Meus quilo não dá nada
A inspetora disfarçada, chupa bem e é mamada
Adora uma parada, a viatura camuflada
Ainda ronda minha quebrada
Gávea, JB, meu lazer e minha morada
Pelas vielas, Jardim Catarinão, rua de chão, lembro bem
Treinando mira com oitão num mundo cão
Não confiava em ninguém
Fui criado desse jeito, no meio do faroeste
Onde revólver traz respeito, nunca soube brigar
Não tive pai pra chorar
Fiquei ruim, virei homem, aprendi a atirar
Dançando valsa com a morte, no meio do tiroteio
Armado pelas esquinas, de olho na veraneio
Nasci no meio da guerra, fui criado no fronte
Ônibus de galera atravessando a ponte
Revolta, ódio, violência conhecidas do berço
O crime cobra seu preço, e ele é alto demais
Vários crias morreram jovem, que descansem em paz
Eu olho pra trás, não vejo ninguém
Que porra é essa, será que eu vou também?
Enquanto o dia não vem, amém
Minha família da rua, é a minha gangue
Quem ficar pra trás, é um abraço
Minha família da rua
Quem não canta, trampa
Quem não trampa, mete o aço
Das esquinas da Real, lifestyle marginal
Botafogo mucho loco, eu respiro o underground
E não vou pelo degrau, pulo a escadaria
Esses buchas passam mal porque meu bonde é rataria
Passa nada, moral você conquista
É tudo espiritual, e eles nunca vão ser pista
É questão de ensinamento e tudo que você aprende
Toma tapa até do vento, uma hora ele se rende
97 era o Xarpi, Zona Sul robi nofi'
E nas porradas de galera, eu não corri
Fui juntado e não morri
Tô aqui, sou mais um sobrevivente
Quando a vida te agride, é que então você se entende
Baile funk na Pereira e no Chapeú
Tempo bom, viva o bonde da Miguel
A saudade é cruel, Vioflá, quanta falta você faz
Eu queria poder voltar, mas nesse plano, nunca mais
As lembrança e as madruga' no Texaco
Várias tardes na Centaurus
Quatro kilos de skunk entocado
Uma hora o meu mundo ia ruir, mas o rap interveio
E ali no meio, eu não caí, evoluí
Como homem e MC, e não faço cerimônia
Boto flow de vagabundo queimando a babilônia
Troco o pente em um segundo, vários dias de insônia
Se tu sabe o mal do mundo, vê se não passa vergonha
Atitude quem diz, num fode, aprendiz
Cartel é raiz, vida, meretriz
Até o inferno, vou sangrar nos meus versos
É o rap quem diz
Onde eu cresci sujeito homem, faz na mão
Se for verme ou covarde, vagabundo, vem de oitão
Rivierva só irmão, de 85 a 97
Nos bailes de corredor, a raba vinha de Jag
Uppercut, direto de direita e levava pro chão
Bonde relíquia da disposição
Na virada do milênio
BX, Boisfort Ixelles, ca-gil-Bél, Jeremy Royar Fiel
Scharbeeck 155 157
Os amigos do Magrebe no roca, só Rap
Franco magreban, depois do ramadã
Sumi em Rotherdam
Dois mil e três, caí lá pra Safran
Diz Etiene, distrito de bandido
Porte de Clignacourt, se der mole, tá fodido
Place de clicy, jogatina, heroína
Double X, Saint Blaise
Cofitrá, adrenalina
Si, si, repose en paix, Billy
Papo reto e Elias, mes potos, mes amis
Pela segunda vez, de volta no doLi
Já com 26, eu e meus R.A.Ps, somos reis
Terceiro álbum sai daqui
Cartel é tarja preta, vocês vão ter que engolir
Ela me pede pra ficar e acende o verde
Ela só fuma o do bom, me pede pra eu me cuidar
Sabendo que eu não vou voltar
Ela me pede pra ficar e acende o verde
Ela só fuma o do bom, me pede pra eu me cuidar
Sabendo que eu não vou voltar
Click, clack, bum, mãos para o alto
É, viver nas ruas, é só pra quem tem coragem