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Zona Leste
Pineapple StormTv
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🇵🇹 Portuguese · Original
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Lyrics
Original
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Bilingual
Forte abraço aí da minha parte primeiramente, certo?
Essa aqui eu fiz pra minha quebrada
Mas tá ligado, várias quebrada vai se identificar
(Ei, Greezy, dropa isso logo)
Na Zona Leste de São Paulo o chicote estrala
Onde os moleque é atentado e o arrego é na bala
Eu amo a minha quebrada, só menor canalha
Só moleque tralha, ahn
Desde neném eu conheço a quebrada
Desde moleque eu conheço a função
Age no certo, foge do errado, caso contrário vem a solução
Eu vi alguns moleque sair daqui pra ficar trancado
Sem amigo pra interagir, vivendo do outro lado
Também vi uns parceiro subir, alguns ganhar um trocado
Mas nunca vi ninguém daqui ficando milionário
Vou ser o primeiro a fazer isso virar
Vou passar na minha rua tocando um Jaguar
Sou do fundão do extremo leste, então brota pra cá
Que as quebrada me conhece, basta você perguntar
Que os menor já novinho pilota motão
Tattoo de crime os caralho, otário
Porta peça, grita, xinga, diz que é ladrão
E morre cedo menor revoltado, mas sempre é lembrado
As pessoa que mora aqui são número pro Estado
É nóis que gira o capital e pega o trem lotado
Pa'ser tratado igual lixo pelo boy safado
Que só porque é dono da empresa paga de forgado
Se eu trombo na madruga' no farol moscando
Paro a fazer em frente à nave e aponto o cano
Aqui as casa são empilhada e tem vários grafite
Tem goma de três andar e barraco de madeirite
Tem viela e tem beco, tem rua na favelinha
E em todos os beco tem algum menor na linha
Onde os moleque já nasce envolvido
Vê o crime de perto, dinheiro, perigo
Pelo sistema nóis foi esquecido
Polícia perita em forjar os amigo
Seja bem-vindo onde o seu sonho é impossível de verdade
Peça a Deus lá de cima que olhe minha comunidade
Na Zona Leste de São Paulo o chicote estrala
Onde os moleque é atentado e o arrego é na bala
Eu amo a minha quebrada, só menor canalha
Só moleque tralha
Na Zona Leste de São Paulo o chicote estrala
Onde os moleque é atentado e o arrego é na bala
Eu amo a minha quebrada, só menor canalha
Só moleque tralha, só moleque tralha, ahn
Toda favela tem um pouco daqui
Aqui tem um pouco de toda favela
Presença do mal, absurdo é normal
Tá sobrando corpo e faltando vela
Barca apagada na madrugada
Mande sua parada, história contada
História apagada, ninguém viu nada
Até celular se transforma em quadrada
Aê, forte abraço aí pra todo mundo do Morro do Piolho
Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, Guaianazes
São Mateus, São Miguel
Desse lado só tem louco, quem conhece sabe, certo?
Mais ou menos assim, ó, ahn
Entre o cenário laranja da favela
Que nasce o jogador que joga e brilha na sua tela
Baile funk, as criança balança a lata
Roubaram a sua infância, só que droga não falta
Faço questão de por esse assunto em pauta
Pois quem trouxe essa porra pa'cá usa terno e gravata
Igual soldado de Esparta, nóis na guerra com as barca
E as mãezinha quase infarta que os moleque taca a marcha
Pra cima do problema, enfrenta o sistema
A quebra' só entra em cena se é tragédia no Datena
Um corpo na mala encontrado
No Nélia do lado da praça e da quadra velha
Onde as criança brinca, os maloca fuma
Ninguém viu porra nenhuma
História de morte, assalto à mão armada
É cotidiano dentro da quebrada
Sem evento beneficente e investimento na cultura
Única coisa que é ensinada é odiar as viatura
Quantas família destroçada por essa branca pura?
Quantos moleque é forjado e tem uma pena dura?
Pra nóis passar dos 18, já é privilégio
A maioria dos parceiro cresceram sem ensino médio
Trampando o dia inteiro enquanto o boyzão no prédio
Reclama que a quarentena tá dando muito tédio
Pra quem julga meu mundo, eu tô dando meu dedo médio
Se for falar de talento, aqui é o solo fértil
Na Zona Leste de São Paulo o chicote estrala
Onde os moleque é atentado e o arrego é na bala