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Cobra sucuri
Teixeirinha, Continental
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🇵🇹 Portuguese · Original
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Hahaha agora vocês vão ver a história
Dum cumpade valente barbaridade
Que eu tenho por nome Gildo de Freita
E a cobra sucuri
Eu às vezes tô me lembrando
Dum bom compadre que eu tinha
Valente como diabo
Pior que galo de rinha
Quando o compadre puxava
Sua faca da bainha
Até a própria polícia
Prometia mas não vinha
Me contou um morador
Lá do rio Gravataí
Que na costa desse rio
Ninguém mais pescava ali
Porque diz que aparecia
Uma cobra sucuri
E aquela cobra fazia
Todos os pescador fugir
E eu contei pro meu compadre
Ele garrou pegou a ri
Convidou pra nós ir lá
E eu já me arrependi
Pra ele não embravecer
Eu fui obrigado a ir
Lá na costa desse rio
Ver a cobra sucuri
Nós cheguemo na barranca
Eu senti um arrepio
Mas eu quando eu vi a cobra
O meu compadre também viu
A água fez uma onda
Na onda a cobra sumiu
E ainda por desaforo
Deu uns quatro ou cinco piu
Meu compadre vendo a cobra
Já foi largando as tamancas
Deu um jeitinho no corpo
E da sua faca arranca
A cobra veio piando
Veio subindo a barranca
E eu também já fui subindo
Num pé de figueira branca
Lá de cima eu tava vendo
Como um homem se desdobra
Aí vi que o meu compadre
Tinha destreza de sobra
Ele foi dando um jeitinho
Foi fazendo uma manobra
Que em vez da cobra comer ele
Ele é quem comeu a cobra
Depois da cobra comida
Meu compadre embraveceu
Olhou pra mim e disse
Por que foi que tu correu?
Ora, ora meu compadre
Tu bem sabe quem sou eu
Eu tava louco de medo
Da cobra que tu comeu