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Fado varina
Ana Moura
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🇵🇹 Portuguese · Original
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Lyrics
Original
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Bilingual
De mão na anca
Descompõem a freguesa
Atrás da banca
Chamam-lhe gosma e burguesa
Mas nessa voz
Com insulto à portuguesa
Há o sal de todos nós
Há ternura e há beleza
Do alto mar
Chega o pregão que se alastra
Têm ondas no andar
Quando embalam a canastra
Minha varina
Que chinelas por Lisboa
Em cada esquina
É o mar que se apregoa
Nas escadinhas
Dás mais cor aos azulejos
Quando apregoas sardinhas
Que me sabem como beijos
Os teus pregões
São iguais à claridade
Caldeirada de canções
Que se entorna na cidade
Os teus pregões
São iguais à claridade
Caldeirada de canções
Que se entorna na cidade
Cordões ao peito
Numa luta que é honrada
A sogra a jeito
Na cabeça levantada
De perna nua
Com provocante altivez
Descobrindo o mar da rua
Que, esse sim, é português
São as varinas
Dos poemas do Cesário
A vender a ferramenta
De que o mar é o operário
Minha varina
Que chinelas por Lisboa
Em cada esquina
É o mar que se apregoa
Nas escadinhas
Dás mais cor aos azulejos
Quando apregoas sardinhas
Que me sabem como beijos
Os teus pregões
Nunca mais ganham idade
Versos frescos de Camões
Com salada de saudade
Os teus pregões
Nunca mais ganham idade
Versos frescos de Camões
Com salada de saudade
Os teus pregões
Nunca mais ganham idade
Versos frescos de Camões
Com salada de saudade