Minha História
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Minha História (Gesubambino)
Cidade Negra
Ele vinha sem muita conversa
Sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava
E gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço
Dourado no dente
Minha mãe se entregou a esse homem perdidamente (pedidamente)
Láia, laia,êêêêê, laia, laia
Assim como veio partiu
Não se sabe pra onde
E deixeou minha mãe com o olhar
Cada dia mais longe
Esperando parada à parada
Na pedra do porto
Com seu unico e velho vistido
Cada dia mais curto
Láia, laia,êêêêê, laia, laia
Quando em fim eu nasci
Minha mãe, embrulhou-me num manto
E me vestiu como assim
Como eu fosse uma especie de santo
Mais por Não se lembrar de acalentos
A pobre mulher
Me ninava cantando cantigas
De cabaré
Minha mãe não tardou a alertar
Toda a vizinhaça
A mostrar que ali estava mais
Que uma simples criança
E não sei se foi pura ironia
Ou foi por amor
Resolveu mechamar com o nome de nosso Senhor
Láia, laia,êêêêê, laia, laia
Minha história e esse nome que ainda carrego comigo
Quando vou show em show, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e os regueiros, amantes, meus colegas de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus, laiá, laiá
Os os regueiros e loucos poetas de fumaça e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome... (Cidade Negrrraaaaaaaa)
Láia, laia,êêêêê, laia, laia