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Lyrics

nas veias abertas corre o rio do dom do afeto faço a religião religando o topo o tronco e o chão no mar sempre deságuo uma canção entre minhas preces e declarações nas veias abertas corre o rio do dom do afeto faço a religião peço as entidades proteger o som nessa América a latina é a puta do mundo num ponto sinistro de estupro corrupto apto a tudo que seja absurdo na margem os loucos e o abismo é o lucro com lacre fajuto festejando a janta da morte no prato dando vida a pátria da soja que desama o jovem sujo que não é levado a sério ícones nada quietos ambulantes dando nó volta de cunho cânhamo que vira vela de navio vela que ascendeu a mente e cê sorriu ó sei que ouviu marola solta no mar dona da porra toda essa terra que te pariu fogo em genocida água no cantil comida na mesa benção, gentileza, samba, pé, quadril a festa a fruta fartura, cultura, natura jogo na cintura é pau é pedra sou brasil “celebrando la, denuncio todo lo que impide que reconozcamos en los demás en los outos, los múltiples colores del arcoíris terrestre” nas veias abertas corre o rio do dom os menino bom corre e faz um dim e deságua visão diz essa versão resistem aversões dos que em julho tem verão e aos que virão, abrem portas das estações no fundo o coração é erudito artérias violinos híbridos peito de risca discos a floresta é o hino o que nos resta é digno dig dig dig ê ô diga lá ensinar nosso filhos milho é colorido milhão dolorido propósito é lindo, mas não paga conta quanta gente recebe a bronca, e banca? sabe a cor dos que te banca? o banco quer te ver liso queimaram nele um homem vivo, filhinho desses político bando de assassino tão preso igual intestino com cólera coleira desde os extintos é história num é instinto institucional polui as águas desse recinto e flui o imperialismo é a foice para os distintos distintivos telúricos enfurecidos aldeias, metrópoles, satélites no côncavo declíneo, morros latinos eu morro mas não deixo o grito no Moro um soco no muro os pixo venho no pique e vim no chão devagarinho talento é rapidinho quem late bebeu da fonte um tico cansada e aflita, mas linda como minha terra latina coisa mais linda, coisa mais linda deus te abençoe mulher menina terra mais linda coisa latina deus te abençoe, linda latina rapina atenta ao voo rapé no respeito ao sopro sempre, de um lado só bambeia a mente minto, sátira de quinta ha dias na labuta e nem hoje eu to tranquila crianças são poetas, pagãs adultos são porretas e pagarão pela alma enfraquecida, esquecida, diminuída, apequenada cuida que é genuína, atrevida basta dar chama dar asas nas veias abertas corre o rio do dom do afeto faço a religião religando o topo o tronco e o chão no mar sempre deságuo uma canção entre minhas preces e declarações nas veias abertas corre o rio do dom do afeto faço a religião peço as entidades proteger o som