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Guerra de Facão

Zé Ramalho / Falcão
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Lyrics

Êh Zé! 'Tamo aê Vamos cantar um tiquim de dores? São tantas dores do mundo É, vamos cantar só umas 40 Só umas 20 A dor do cocho é não ter ração pro gado A dor do gado é não achar capim no pasto A dor do pasto é não ver chuva há tanto tempo A dor do tempo é correr junto da morte A dor da morte é não acabar com o nordestino A dor dos nordestino' é ter as pena' exagerada E a viola por desculpa pra quem lhe pisou no lombo Lhe lascou no cucurute, 20 quilos de lajedo Invés de axotar pra caixa prego o vagabundo E se deitou num trono, e acordou num pau de sebo Êh, êh, êh boi! Êh boiada! Êh, êh boi! Êh, êh, êh boi! Êh boiada! Êh, êh boi! A dor do jegue, tadin' nasceu sem chifre A dor do chifre é não nascer em certa gente A dor da gente é confiar de mais nos outros A dor dos outro' é que nem todo mundo é besta A dor da besta é não parir pra ter seus filhos A dor pior de um filho é chorar e a mãe não ver Tá chegando o fim das épocas, vai pegar fogo no mundo E o pior que os vagabundos, tocam musica estrangeira Invés de aproveitar o que é da gente do nordeste Eu vou chamar de mentiroso, quem? Dizer que é cabra da peste Êh, êh, êh boi! Êh boiada! Êh, êh boi! Êh, êh, êh boi! Êh boiada! Êh, êh boi! A dor do Sol é que ele não conhece a noite A dor da noite é que não tem mais seresteiro A dor do seresteiro é o medo da polícia A dor da policia é ter ladrão no mundo inteiro A dor do mundo inteiro é que tá chegando o gringo A dor pior de um gringo é outro gringo do outro lado Não sei se tô errado (tá não) mais arrisco meu palpite De acabar com as bomba atromba e encoivarar os rifle Tocar fogo em toda tenda que é de fabricar canhão E morre muito menas gente (claro!) Se a guerra for de facão Êh, êh, êh boi! Êh boiada! Êh, êh boi! Êh, êh, êh boi! Êh boiada! Êh, êh boi! Êh, êh, êh boi! Êh boiada! Êh, êh boi! Êh, êh, êh boi! Êh boiada! Êh, êh boi! Pois é Falcão! Essa turma ai do radio, rapaz! Toca demais essas músicas dos gringo, rapaz! É, e tem agora tem uma tal de Alana Morresete Tadinha, que a gente sabe onde morre sete Morre oito, morre nove Morre dez Com certeza!