Malunguinho, o Mensageiro de Três Mundos
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Sou brasa, fogo e fumaça
João Batista encarnado
Sou malunguinho pro eterno libertário da dor
Nesses quilombos modernos quem proclamar o amargor
Levo quem for pro inferno
Levo pro inferno quem for
Exú Trunqueiro no agoro
Sobô Nirê Mafá no deslouro
Sobô Nirê Mafá, minha amada Viradouro
(Acenda tudo que for de acender)
Alô Niterói (deixa a fumaça entrar)
Alô São Gonçalo
Vamos lá
A hora é essa!
A chave do cativeiro
Virado no Exu Trunqueiro
Viradouro é catimbó
Viradouro é catimbó
Eu tenho o corpo fechado
Fechado tenho o meu corpo
Porque nunca ando só
Porque nunca ando só
A chave do cativeiro
Virado no Exu Trunqueiro
Viradouro é catimbó
Viradouro é catimbó
Eu tenho o corpo fechado
Fechado tenho o meu corpo
Porque nunca ando só
Acenda tudo que for de acender
Deixa a fumaça entrar
Sobô Nirê Mafá, Sobô Nirê
Evoco, desperto
Nação coroada
Não temo o inimigo
Galopo na estrada
A noite é abrigo
Transbordo a revolta dos mais oprimidos
Eu sou caboclo da Mata do Catucá
Eu sou pavor contra a tirania
Das matas o encantado
Cachimbo, já foi facão amolado
Salve a raiz do Juremá
Eh juremeiro, curandeiro oh
Vinho da erva sagrada
Eu viro num gole só
Catiço sustenta o zeloso guardião
Trago a força da Jurema
Não mexe comigo não
Eh juremeiro, curandeiro oh
Vinho da erva sagrada
Eu viro num gole só
Catiço sustenta o zeloso guardião
Trago a força da Jurema
Não mexe comigo não
Entre a vida e a morte, encantarias
Nas veredas da encruza, proteção
O estandarte da sorte é quem me guia
Alumia minha procissão
No parlamento das tramas
Para os quilombos modernos
A quem do mal se proclama
Levo do céu pro inferno
Toca o alujá ligeiro
Tem coco de gira pra ser invocado, kaô, consagrado
Reis Malunguinho encarnado
Pernambucano mensageiro bravio
O rei da mata que mata quem mata o Brasil
(O rei da mata que mata quem mata o Brasil)
A chave do cativeiro
Virado no Exu Trunqueiro
Viradouro é catimbó
Viradouro é catimbó
Eu tenho o corpo fechado
Fechado tenho o meu corpo
Porque nunca ando só
Porque nunca ando só
A chave do cativeiro
Virado no Exu Trunqueiro
Viradouro é catimbó
Viradouro é catimbó
Eu tenho o corpo fechado
Fechado tenho o meu corpo
Porque nunca ando só
É pra ascender (acenda tudo que for de acender)
Deixa a fumaça entrar
Sobô Nirê Mafá, Sobô Nirê
Evoco, desperto
Nação coroada
Não temo o inimigo
Galopo na estrada
A noite é abrigo
Transbordo a revolta dos mais oprimidos
Eu sou caboclo da Mata do Catucá
Eu sou pavor contra a tirania (pavor contra a tirania)
Das matas o encantado
Cachimbo, já foi facão amolado
Salve a raiz do Juremá
Eh juremeiro, curandeiro oh (curandeiro oh)
Vinho da erva sagrada
Eu viro num gole só
Catiço sustenta o zeloso guardião
Trago a força da Jurema
Não mexe comigo não
Eh juremeiro, curandeiro oh
Vinho da erva sagrada
Eu viro num gole só
Catiço sustenta o zeloso guardião
Trago a força da Jurema
Não mexe comigo não
Entre a vida e a morte, encantarias
Nas veredas da encruza, proteção, proteção
O estandarte da sorte é quem me guia
Alumia minha procissão
No parlamento das tramas
Para os quilombos modernos
A quem do mal se proclama
Levo do céu pro inferno
Toca o alujá ligeiro
Tem coco de gira pra ser invocado, kaô, consagrado
Reis Malunguinho encarnado
Pernambucano mensageiro bravio
O rei da mata que mata quem mata o Brasil
(O rei da mata que mata quem mata o Brasil)
A chave do cativeiro
Virado no Exu Trunqueiro
Viradouro é catimbó
Viradouro é catimbó
Eu tenho o corpo fechado
Fechado tenho o meu corpo
Porque nunca ando só
Porque nunca ando só
A chave do cativeiro
Virado no Exu Trunqueiro
Viradouro é catimbó
Viradouro é catimbó
Eu tenho o corpo fechado
Fechado tenho o meu corpo
Porque nunca ando só
Acenda tudo que for de acender!
Valeu