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Santo António
João Villaret
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Nos meu rogos, nos meus votos
Peço a Deus, no paraíso
Que me de muito devotos
De votos, é que eu preciso
Quero ver o povo unido
No meu lindo Portugal
Quero junto e não partido
Da união tradicional
Se concerta um tacho, proteje um namoro
Logo o populacho vem cantar-me em coro
Meu rico santinho, eu não sei, não sei
Meu Santo Antoninho onde te porei
Se concerta um tacho, proteje um namoro
Logo o populacho vem cantar-lhe em coro
Meu rico santinho, eu não sei, não sei
Meu Santo Antoninho onde te porei
Quem engana ou contradita
Aponto, no meu caderno
Vai com cartão de visita
Pras profundas do inferno
Dizem rivais meus opostos
Milagres são manigâncias
Meus milagres são impostos
Pela força das circunstâncias
Se concerta um tacho, proteje um namoro
Logo o populacho vem cantar-me em coro
Meu rico santinho, eu não sei, não sei
Meu Santo Antoninho onde te porei
Se concerta um tacho, proteje um namoro
Logo o populacho vem cantar-lhe em coro
Meu rico santinho, eu não sei, não sei
Meu Santo Antoninho onde te porei
No céu vivo sossegado
Entre os meus, queridos santinhos
Constatemente incessado
E a volta só vejo anjinho
Com os meus hábito de frades
Sempre a vista no chão posta
Reveste a minha humildade
Que a corte dos santos gosta
Se concerta um tacho, proteje um namoro
Logo o populacho vem cantar-me em coro
Meu rico santinho, eu não sei, não sei
Meu Santo Antoninho onde te porei
Se concerta um tacho, proteje um namoro
Logo o populacho vem cantar-lhe em coro
Meu rico santinho, eu não sei, não sei
Meu Santo Antoninho onde te porei
Mas o dinheirinho não dou, nem darei