Rosilho Maleva
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O negrinho Zé Machado
Vinha lindo gineteando
Sozinho pelo mato ordeado
Pra os dois lados se branqueando
E abanando um chapéu preto
Preso atrás com um barbicho
E o Rosílio a golpes secos
E aberrando costa abaixo
E o Rosílio a golpes secos
E aberrando costa abaixo
Deram os dois uma caravolta
Pelo ar, mas não houve lombo
Pois o Zé deu toda a volta
Como um prego sobre o lombo
Com espigolpe pelo espaço
Quase os dois perdem a consciência
Mas o negrinho alçou o braço
E abalou para assistência
Mas o negrinho alçou o braço
E abalou para assistência
Lá se foram as duas almas
Gineteando campo afora
O ginete ouvindo as palmas
O Rosílio trinda a espora
O ginete ouvindo as palmas
E o Rosílio trinda a espora
Zé Machado ao fim da festa
Nos mostrou que a vida é podra
Gineteada como esta
Nunca mais haverá outra
Gineteada como esta
Nunca mais haverá outra
O Zé disse que a rorada
Lhe deixou com a ideia tonta
Que a vida vale nada
Que a terra gira por conta
Que o Rosílio tal maleva
Não perdeu se velhaqueando
Porque é um diabo nas macegas
Mas um Deus lhe amadrinhando
Porque é um diabo nas macegas
Mas um Deus lhe amadrinhando
Lá se foram as duas almas
Gineteando campo afora
O ginete ouvindo as palmas
O Rosílio trinda a espora
O ginete ouvindo as palmas
E o Rosílio trinda a espora
Zé Machado ao fim da festa
Nos mostrou que a vida é podra
Gineteada como esta
Nunca mais haverá outra
Gineteada como esta
Nunca mais haverá outra
Gineteada como esta
Nunca mais haverá outra