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Não Chora Minha China Véia / É Disso Que o Velho Gosta / Do Fundo da Grota

Pedro & Paraná
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Não Chora Minha China Véia Trabalho a semana inteira numa changa que arrumei Pra depois gastar na farra tudo o que eu arrecadei Mas não importa quando gasto sou feliz E na semana que vem, faço de novo o que fiz Sou meio louco bagaceiro e bebo um pouco Ninguém vai me segurar Não quero trago de graça se bobear eu quebro a tasca E faço o chinedo chorar Sou meio louco bagaceiro e bebo um pouco Ninguém vai me segurar Não quero trago de graça se bobear eu quebro a tasca E faço o chinedo chorar Não chora minha china véia, não chora Me desculpe se eu te esfolei com as minhas esporas Não chora minha china véia, não chora Encosta a tua cabeça no meu ombro que esse bagual velho te consola' Não chora minha china véia, não chora Me desculpe se eu te esfolei com as minhas esporas Não chora minha china véia, não chora Encosta a tua cabeça no meu ombro que esse bagual velho te consola' Fui criado meio xucro e não sei fazer carinho Se acordar de pé trocado, eu boto fogo no ninho Eu já fiz chover três dias só pra apagar o teu rastro E se a china for embora, eu faço voltar a laço Sou meio louco bagaceiro e bebo um pouco Ninguém vai me segurar Não quero trago de graça se bobear eu quebro a tasca E faço o chinedo chorar Sou meio louco bagaceiro e bebo um pouco Ninguém vai me segurar Não quero trago de graça se bobear eu quebro a tasca E faço o chinedo chorar Não chora minha china véia, não chora Me desculpe se eu te esfolei com as minhas esporas Não chora minha china véia, não chora Encosta tua cabeça no meu ombro que esse bagual véio te consola Encosta tua cabeça no meu ombro que esse bagual véio te consola Encosta tua cabeça no meu ombro que esse bagual véio te consola Encosta tua cabeça no meu ombro que esse bagual véio te consola Não chora minha china véia, por que tu choras? É Disso Que o Velho Gosta Eu sou um peão de estância, nascido lá no galpão E aprendi desde criança a honrar a tradição Meu pai era um gaúcho que nunca conheceu luxo Mas viveu folgado, enfim E quando alguém perguntava do que ele mais gostava, o velho dizia assim Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer E foi assim que aprendi a gostar do que é bom A tocar minha cordeona, cantar sem sair do tom Ser amigo dos amigos Nunca fugir do perigo, meu velho pai me ensinou E eu que vivo a cantar, sempre aprendi a gostar do que o meu velho gostou Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer Saí da minha fazenda e me soltei pelo pago E hoje tenho uma prenda para me fazer afago E quando vier um piazinho para enfeitar nosso ninho, mais alegria vou ter E se ele me perguntar do que se deve gostar, como meu pai vou dizer Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer Do Fundo da Grota Fui criado na campanha Em rancho de barro e capim Por isso é que eu canto assim Pra relembrar meu passado Eu me criei arremedado Dormindo pelos galpão Perto de um fogo de chão Com os cabelo enfumaçado Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear do dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a cachorrada Numa cama de pelego Me acordo de madrugada Escuto uma mão-pelada Acuando no banhadal Eu me criei xucro e bagual Honrando o sistema antigo Comendo feijão-mexido Com pouca graxa e sem sal Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear o dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Eu escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a guapecada Reformando um alambrado Na beira de um corredor No cabo de um socador Com as mão broteada de calo No meu mango eu dou estalo E sigo a minha campeirada E uma perdiz ressabiada Voa e me espanta o cavalo Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear o dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Eu escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a cachorrada Lá no centro do capão Oiço o piar de um nambu Numa trincheira o jacu Grita o sabiá nas pitanga E bem na costa da sanga Berra a vaca e o bezerro No barulho do cincerro Eu encontro os bois de canga Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear o dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a guapecada