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SATURNO PRESTES - O Fim Da Morte Cixinesque
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Original
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Bilingual
Primeiro o medo
Depois o enredo
Antes do nome, a fome
Antes do fruto, o ensejo
E então do natural até o caos
Só mais um passo
Mais dez milênios
Saltos cegos através das trevas
Quase a vista se acostumou
Até que nos foi dado a entender
Por que o sol resiste a cada anoitecer
Até que nos foi dado a imaginar
E depois do sol, o que haverá?
Procissão de estrelas em perigo
Dançam se cessar no limiar do desabrigo
Fuga ou Invasão?
Apesar das ciladas, quase nada foi em vão
Nem as revoltas frustradas
Nem as respostas roubadas
Nem a queda, Nem a dor
Mas tanto sofrimento era um convite ao caçador
Espelhos apontados para a imensidão
Cansados dessa solidão
Sombras cortejando o girassol
Abrir todas as portas
Derrubar barreiras
Acender cem mil fogueiras e arder
Onde a mais tênue luz é farol
Um norte para o derradeiro algoz
Ávido de algo que ignora
Tal e qual fosse um de nós
À espera de um pouco de atenção
Refletimos tanto que ofuscamos
O exato instante da revelação
À espera de um pouco de atenção
Refletimos tanto que ofuscamos
A revelação
Navios de aço no vazio do espaço frio
Cada barco é uma semente, uma nação
Sobrevivente à perdição
Náufragos de um ideal
Se havia verdade lá fora, foi embora
Não era pra nós, afinal
Persistimos na aventura
A busca de um sentido além do próprio movimento
E uma casa mais segura
À espera de um pouco de atenção
Refletimos tanto que ofuscamos
O exato instante da revelação
À espera de um pouco de atenção
Refletimos tanto que ofuscamos
A própria sorte
O fim da morte
Outro ancestral devaneio ao alcance das mãos
Quando foi que perdemos o chão
E fugir se tornou uma opção razoável?
Nossos pais e avós construíram pra nós
A estrada para o inevitável
E as valentes e os videntes torturados alertaram em vão
Não pode haver recomeço
Antes da conclusão