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Doce Sereia
João Bosco
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Falo de ti, dama que nunca se viu
Nunca o teu nome alguém já repetiu
Fada ou sereia em mil carnavais
Ela jamais a mesma máscara vestiu
Falo de ti, sempre passeias aqui
No calçadão da praia de Aparição
Ó, deusa de areia, quem nunca te viu?
No branco mar que a tua imagem refletiu
Ó, beleza, por que sambar assim?
Sem repetir nem um só passo
Sem chão, num compasso, sem tempo
Sem ter um fim
Ó, beleza, por que te amar assim?
Boca que beija sem os lábios
Teus olhos fechados
Olham pra mim
Pra te encontrar
Quanto terei que andar?
Quanto sofrer, quanto saber
Que você não virá
Pra te deixar
A quem dizer adeus?
A minha voz repetirá os gritos meus
Quero te ouvir cantar, doce sereia
Vou me deixar levar
Por amor
Vamos juntos nadar, oh, na maré cheia
Quem não morre no mar, oh, morre na areia
Vamos juntos nadar, oh, na maré cheia
Quem não morre no mar, oh, morre na areia
Vênus, Iemanjá, que rosto esconderá?
O véu dos nomes que tentam dizer
O que não se pode ver, não
Vamos viver nós dois, sem antes nem depois
Pingos de chuva entre a nuvem e o chão
Esse é o nosso enredo
O que eu quero é sambar, venha ser o meu par
Eu peguei tua mão pra nunca largar
Pra nunca largar
Falo de ti, dama que nunca se viu
Nunca o teu nome alguém já repetiu
Fada ou sereia em mil carnavais
Ela jamais a mesma máscara vestiu
Falo de ti, sempre passeias aqui
No calçadão da praia de Aparição
Ó, deusa de areia, quem nunca te viu?
No branco mar que a tua imagem refletiu
Ó, beleza, por que sambar assim?
Sem repetir nem um só passo
Sem chão num compasso, sem tempo
Sem ter um fim
Ó, beleza, por que te amar assim?
Boca que beija sem os lábios
Teus olhos fechados
Olham pra mim
Pra te encontrar
Quanto terei que andar?
Quanto sofrer, quanto saber
Que você não virá
Pra te deixar
A quem dizer adeus?
A minha voz repetirá os gritos meus
Quero te ouvir cantar, doce sereia
Vou me deixar levar
Por amor
Vamos juntos nadar, oh, na maré cheia
Quem não morre no mar, oh, morre na areia
Vamos juntos nadar, oh, na maré cheia
Quem não morre no mar, oh, morre na areia
Vênus, Iemanjá, que rosto esconderá?
O véu dos nomes que tentam dizer
O que não se pode ver, não
Vamos viver nós dois, sem antes nem depois
Pingos de chuva entre a nuvem e o chão
Esse é o nosso enredo
O que eu quero é sambar, venha ser o meu par
Eu peguei tua mão pra nunca largar
Pra nunca largar