Histórias de Encantar - a Bela e o Monstro
Zero a Oito
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A beleza não importa, a bondade é superior
E quando é isso o que vale, claro que vence o amor
A beleza não importa, a bondade é superior
E quando é isso o que vale, claro que vence o amor
Era uma vez um velho comerciante que vivia com a sua filha
Ela passava os dias a ler e a ajudar o pai
Era tão bonita que todos lhe chamavam Bela
Certo dia, numa das suas idas à cidade vizinha
O comerciante foi surpreendido por uma forte tempestade
Sem poder regressar a casa
Procurou abrigo num palácio que parecia estar abandonado
Mal entrou, viu uma sala confortável e a mesa posta
Comeu qualquer coisa e adormeceu
No dia seguinte, ao acordar, decidiu ir ao
Jardim apanhar umas rosas para levar à sua filha
Quando inesperadamente um monstro feio e horrível lhe disse
- Entraste na minha casa para te puderes abrigar
E agora não posso crer que me estás a roubar
O pobre homem pediu mil desculpas ao monstro e explicou-se, dizendo
- São umas flores para a minha filha, que é tão minha amiga
O monstro não quis saber e disse-lhe
- És um ladrão e isso eu não vou admitir
Ou ficas tu aqui, ou mandas a tua filha para ser ela a castigada
O comerciante disse ao monstro que iria apenas despedir-se da filha
E que dentro de uma semana estaria de volta
Quando a filha soube do que se tinha passado
Insistiu com o pai que deveria ser ela a ir ter com o monstro
Ao vê-la, o monstro ficou encantado com a beleza da rapariga
E em vez de a castigar, passou a conversar com ela
E a ouvir atentamente as histórias que ela costumava ler
Um dia, confidenciou-lhe
- Temos tido bons momentos, quero casar-me contigo
Não achas que posso ser mais do que um simples amigo?
A Bela ficou surpreendida com esta revelação e disse-lhe
- Sei que me tens tratado bem, mas só posso ser tua amiga
O monstro sentiu uma enorme tristeza
Mas aceitou a resposta da Bela
Pois sabia que não era o noivo ideal para uma rapariga tão bonita
Algum tempo mais tarde, a Bela pediu-lhe para ir visitar o pai
- Estou cheia de saudades, não o vejo há tantos meses
O monstro hesitou um pouco, mas confiou na Bela
Deixou-a ir e ela prometeu
- Vou visitar o meu pai, em breve regressarei
Vou só matar as saudades, é certo que voltarei
O pai da Bela ficou muito contente por voltar a vê-la
Os dois conversaram durante horas, até que o pai lhe perguntou
- E o monstro, tem sido mau para ti?
A Bela explicou
- Não, meu pai, ele trata-me muito bem
Quanto mais o conheço, mais gosto dele
Aliás, prometi que voltaria para o seu palácio
Dias depois, a Bela cumpriu a sua promessa e quando regressou
Viu o monstro caído no chão, muito fraco e com má cara
Preocupada, perguntou-lhe
- O que se passa? Estás doente?
Ele respondeu-lhe
- Fizeste-me muita falta, não posso viver sem ti
Por favor, não me abandones, nunca mais saias daqui
A Bela olhou para o monstro e confessou-lhe
- Eu também senti a tua falta
Tive saudades das nossas conversas e da tua companhia
Perante estas palavras, o monstro voltou a declarar o seu amor à Bela
- Nunca ninguém me tratou como tu
Ouviste-me, deste-me carinho e atenção
Gosto tanto de ti
Ela sentiu-se emocionada com a bondade deste monstro
E não resistiu a dizer-lhe
- Eu sofro porque te vejo sofrer e isso só pode ser amor
Acho que estou apaixonada
Ao ouvir isto, o monstro não resistiu e beijou a Bela
Nesse momento, começou a ficar com um aspeto diferente e exclamou
- Graças à tua paixão, vou deixar de ser assim
Vai-se quebrar o feitiço e a tristeza chega ao fim
Na verdade, o aspeto do monstro tinha desaparecido totalmente
E tinha dado lugar a um jovem e bonito príncipe
A Bela não percebeu o que estava a acontecer
E quis saber o que se tinha passado
Ele explicou-lhe
- Há muito tempo atrás fui amaldiçoado por
Uma bruxa que me transformou em monstro
E que me disse que o feitiço só seria quebrado
Se alguma rapariga se apaixonasse por mim
A Bela e o príncipe sentiram-se tão felizes que disseram
- Hoje é um dia importante, é um dia sem igual
- Vamos lembrá-lo para sempre, por ser muito especial
A beleza não importa
A bondade é superior
E quando é isso que vale
Claro que vence o amor
A beleza não importa
A bondade é superior
E quando é isso que vale
Claro que vence o amor
Eu sou feio e monstruoso
Tu és linda, uma beleza
Nunca vi mulher assim
Pareces uma princesa
Temos tido bons momentos
Quero casar-me contigo
Não achas que posso ser
Mais do que um simples amigo?
A beleza não importa
A bondade é superior
E quando é isso que vale
Claro que vence o amor
A beleza não importa
A bondade é superior
E quando é isso que vale
Claro que vence o amor
Ao princípio assustei-me
Mas ao conversar contigo
Tudo ficou bem diferente
Já te vejo como amigo
No entanto tenho de ir
E regressarei depressa
Vou visitar o meu pai
Mas cumpro a minha promessa
A beleza não importa
A bondade é superior
E quando é isso que vale
Claro que vence o amor
A beleza não importa
A bondade é superior
E quando é isso que vale
Claro que vence o amor
Fizeste-me muita falta
Não posso viver sem ti
Por favor, não me abandones
Nunca mais saias daqui
Eu também tive saudades
E acho que isso quer dizer
Que afinal aquilo que sinto
É o amor a crescer
A beleza não importa
A bondade é superior
E quando é isso que vale
Claro que vence o amor
A beleza não importa
A bondade é superior
E quando é isso que vale
Claro que vence o amor
Graças à tua paixão
Desapareceu o feitiço
Passei de monstro a homem
Eu sempre desejei isso
Hoje é um dia importante
É um dia sem igual
Vamos lembrá-lo para sempre
Por ser muito especial
A beleza não importa
A bondade é superior
E quando é isso que vale
Claro que vence o amor
A beleza não importa
A bondade é superior
E quando é isso que vale
Claro que vence o amor