L. Gelada / 3 da Madruga
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Oh!
Você pega no dinheiro e geralmente vai você e mais um parceiro em
Qualquer lugar, se vende nas comunidades tem vários pontos de vendas
Você entende hoje que semana tem que aguardar de movimentação
De gente querendo comprar pra distrair, liberar os
Pensamentos, viajar nas ideias e fluir os sentimentos
Chegou a sua vez de comprar muita ansiedade
Pra pagar, pegar e viajar sem pensar no depois
O veneno tá na mão, você abre o divide para dois, três
Sua fala amolece de algo, se esquece e se livra do estresse
Satisfação momentânea terá quando a onda passar
O problema vai voltar
Mas só que pra você o presente é importante
Sentado com os amigos, sem caô, ao -1 instante, levando o
Prazer até a boca, alterando sua visão, sua cabeça fica louca
Com se sentindo na paz, acabou comprar mais uma não satisfaz
Curti o momento sem pensar no tempo
Mas o movimento raciocina tá lento
Sei que tá com fome, Começado já foram mais de quatro
Tá meio chapado, meio zuado, sorridente, meio culpado, meio inocente
Será que mais uma dose vai me fazer mal?
Se todo mundo usa de uma forma muito
Natural, você vai e bota mais uma na roda
Todo mundo gosta de atitude foda
Seis Na parada, freguês ignora as leis
Qualquer dia do mês, em qualquer lugar
Na frente do bar, em casa, na rua, na beira do mar
Sete
Na hora de comemorar, pode tá faltando tudo
Ela não pode faltar, está presente no melhor e no pior
Quando tá rodeado e quando está só apreciada por homem
Mulher, idoso, criança, malandro, mané, polícia, playboy
Bandido, estudante, empresário, artista, mulher gestante
8
Distraído pelo clarim, vem, Gasta muito, não consegue ficar sem
O corpo pede, a mente obedece
Pede mais uma da hora, se esquece
Dóris sem pressa nenhuma
Se o dinheiro acabar, rateio pra mais uma
Aproveita bem cada minuto que tem
Vai gastando sua onda em cima de alguém
Deixa sua visão tá embaçada, não quer pegar mais nada
Hora de voltar pra casa
Perna bamba, cabeça tá rodando, pupila
Dilatada, a noite vem se aproximando
Fim de tarde, Fim do dia
Tudo direitinho, do jeito que você queria
Vai bebendo como se fosse a primeira
Pede seu Manel pra colocar saideira
E dorme só sai na madruga
Bebe o dia inteiro e dorme só sai na madruga
Bebe o dia inteiro e dorme só sai na madruga
Bebe o dia inteiro e dorme só sai na madruga
Três da madruga insônia não ajuda
Saio sobre os olhos da vizinha pescoçuda
Tô na rua sozinho, no volante
Meu semblante tá sinistro, bem melhor do que antes
Solto a embreagem vou que vou, tô na estrada
Peço proteção pra me livrar de quem me roga praga
Deus que sabe quanto vale minha alma!
Eu jogo a seta, meto a quarta, aumento o som e
Mantenho uma calma no rolê de migué sem destino
O vento vem na cara enquanto a cabeça vai refletindo
Vou seguindo, ouvindo meu hino de guerra com olho grande tipo
Flamenguista e vascaíno, tô na paz, com a mente sem maldade
Vou subir a colina que tem baile rolando até mais tarde
Corto a cidade à procura de uma cura que anule
Do meu coco a minha noite que não tá escura
Sinal fechado
Um carro para ao lado, um Golf rebaixado com parabrisa estourado
Os quatro caras ou mais sem ter cara de paz
Olhos vermelhos me olhavam e olhavam pra trás
Me liguei, mas não me intimidei
O piloto fez sinal de tá tranquilo, então me adiantei
Ficou pra trás, virou passado
Eu acelero, faço a quinta que por Deus eu tô sendo guiado
Rua escura, com pouca iluminação, vejo um comboio
Vir na minha direção se lombrar vou perder
Correr pra onde?
Foi se aproximando
Eu descobri que é um bonde com bicos para o alto tomando o asfalto
Será que é cobrança, sequestro, assalto?
Sei lá, Não me interessa
Eu também tenho pressa
Deu um toque no farol
Atravesso e continuo a fuga
Seja protegida, iluminada, madruga
O telefone toca
Será que é alguém que aluga?
Só vou saber se eu atender
Seja quem for
Só não tire meu lazer
Alô!
Sou eu que tô ligando só pra te dar um papo
Que o baile que você tá indo hoje tá bombrado
O morro tá tomado
Melhor você voltar que tá rolando uma
Festinha na pracinha do lado de cá
Tá você e quem?
Sou eu e aquela mina que eu tinha te tocado que ia botar na sua fita
Pode vim no sapato, não precisa correr, que o
Caô aqui na praça vai rolar até o amanhecer
Vou te aguardar
Tô bebendo uma gelada
Só vou voltar pra casa depois da madrugada
Eita vovô, desliga que tem uma frente na minha frente
Vou tirar meu boné e fazer cara de inocente
Acena a luz do salão
É dura da PM
Não devo nada, mas não sei porque minha perna treme
Baixa o farol
Viaturas eu cruzo
Documento tá no bolso
Abaixe o som, reduzo
Fico escaldado, sim
Tenho a sensação do fim
Só que dessa vez foi diferente
Nem olharam pra mim
Me benzi, sorri
Passei batido
Boto fogo no asfalto
Meu rolê ainda não tá perdido
Troca o CD, dou um grau no volume
Joga o cotovelo para fora, como de costume no viaduto
Caminho vou cortando
O céu está clareando, o dia vem raiando
O galo tá cantando da pracinha
Vou me aproximando e pessoas vão saindo enquanto eu vou chegando
Os raios do sol atrapalham minha visão, mas vejam
Que a praça tá vazia, só tem garrafa no chão
Cheguei agora todo mundo bem embora
Viajei no caminho que até me esqueci da hora
Vou meter o pé, abandonar o recinto também
Que horas são hein?
Sete e quarenta em cinco