Devo à Ninguém
Emerson Bong
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Problemas vão e vêm, vão e vêm
Só no agora eu vivo sem
Tô vivo e bem, vivo e bem
E o que me importa, o aqui, amém
Tô preso à quem, só prezo à quem
Lutou por mim, e assim mantém
Devo à ninguém, à ninguém
Mais amor, aí, fi, amém
Olho me julgando é o que mais tem
Mesmo iluminado e dando meu melhor
Quer free, vem
Quem tem moral pra falar do que eu já fiz hein?
Moral pra falar do que eu já fiz hein?
My gang na bala por mim, bang
Fiz bem, fugi da maldade que se mantém
Viva na fraqueza de seus refém
Viva na fraqueza de seus refém
E o passado se perpetua na sua falta de presença
E quanto mais foge de si, mais cê se aplicará a sentença
Alçando a piedade de quem se auto-condena
E se perder, compensa?
Reflexos de uma vida sensata, existência abstrata
Eu perco meu sangue mas não perco a graça
Queimando outro beck na sala com dois D na taça
O que é meu me acha, e a bunda dela me caça
Mano, por que que agora essas rimas são paia?
Tô passando raiva, me desestressando
Com ela sentando e me olhando
E falando: "Bong, não para"
Tentando salvar o meu mundo, salvando o mundo
Quem nem eu conheço, meu parça
E a intenção sempre foi ser profundo
Não te levar pro fundo
E quando foi que essa porra mudou?
Sendo que aqui dentro ainda sou um dilúvio
Ideais perdidos, eu o vivo o que sinto
Espírito, sinta, eu falo até mudo
Problemas vão e vêm, vão e vêm
Só no agora eu vivo sem
Tô vivo e bem, vivo e bem
E o que me importa, o aqui, amém
Tô preso à quem, só prezo à quem
Lutou por mim, e assim mantém
Devo à ninguém, à ninguém
Mais amor, aí, fi, amém