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Tiveste que me ter na tua mão
Pra um dia me conseguir esquecer
Procuro forma de me levantar do chão
De forças pra em pé me conseguir erguer
Mas devias ter largado a seta do cupido
Não deixar outro ser tão metido
Não devia ter sido menino perdido
Nem tu mero cruel bandido
Falaste com quem te apeteceu
Não pensaste em mim nem te doeu
Só de pensar que antes eu era teu
Nem a intuição me protegeu
Não te deixo mais abusar de mim
Ficámos dois perdidos num beco sem fim
Descobre o que deixaste no cúbico
Eu tinha tudo o que querias no currículo
Procuras de novo por quem te faz sorrir
As feições que encontras só me fazem rir
Não vou mentir, estou melhor sem ti
O tempo tornou fácil sair daí
Nos corpos não encontras as marcas
Traumas que tu tanto exaltas
Cresce que já tens idade
Isto é planeta Terra, não é Marte
Não é a terra do nunca e já tens bigode
Era pequeno, eu não era nada forte
Não é como se tivesse na roda
Mas o passado ainda vive e incomoda
Voltas com desculpas antigas
Feitas trapos e velhas cantigas
Asas de borboletas já partidas
Disfarçando montanhas já movidas
E quando quiseres voltar
(Quando quiseres)
As saudades não vão me achar
(Não vão me achar)
Perdi em ti tudo o que tinha
(Tudo o que tinha)
E senti medo da saída
(Medo da saída)
E quando quiseres voltar
(Quando quiseres)
As saudades não vão me achar
(Não vão me achar)
Perdi em ti tudo o que tinha
(Tudo o que tinha)
E senti medo da saída
(Medo da saída)
Não vais dar à estrada da minha vida
Nem ao piso do meu aguardado lar
Por nas curvas dele andares ca mão metida (yeah)
Por teres vistas de diferentes mares
É a água que corre sem parar
A água que cai do meu chamar
Capaz de inflamar o ar
Perdeste todo o meu amar
Faço deste verso o nosso leito
Tentas no loiro te lembrar
Mas dantes era o meu cabelo que te aquecia o peito
Era eu que não tinha defeitos
Era eu perfeito
Era ele agreste
Pena que não é só em ti que ele investe
Ficas às voltas na campa que criaste
Cova funda que tu cavaste
Na cama que cobiçaste
Caos e nódoas que nunca saraste
Fogueira que já mais não arde, yah
Deixei que o vento te levasse
Hoje em dia queremos o que não temos
Olhamos à felicidade com vários medos
E largamos facilmente o que satisfaz
Antigamente agarrávamos a paz
Não cedíamos a todas as taras
Preferíamos coisas raras
O que te faz feliz já não tens
Aquele a quem juras desdém
É o que provoca nódoas negras
Faz das tuas mágoas bem pretas
Em mim ficas de mãos atadas
E em ti as minhas ficam marcadas
E quando quiseres voltar
(Quando quiseres)
As saudades não vão me achar
(Não vão me achar)
Perdi em ti tudo o que tinha
(Tudo o que tinha)
E senti medo da saída
(Medo da saída)
E quando quiseres voltar
(Quando quiseres)
As saudades não vão me achar
(Não vão me achar)
Perdi em ti tudo o que tinha
(Tudo o que tinha)
E senti medo da saída
(Medo da saída)
E quando quiseres voltar (voltar)
(Quando quiseres)
E quando quiseres voltar (não vão)
(Não vão me achar)
E quando quiseres voltar pra cá
As saudades não vão me achar lá
Perdi em ti todo o puro que tinha
E senti medo de qualquer saída
E quando quiseres voltar