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Temperamento Emocional
Tribo da Periferia
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O meu nome é Luiz Fernando
Vulgo Duckjay
Sou nascido e criado no meio de tudo isso
Que você ver vai ver a partir de agora
Viaja não firma
Sente isso aqui
Consciência aos insanos, insanidade aos conscientes
Cadê? temperamento emocional aqui pra gente
Ser louco pra entender a podridão de Sodoma e Gomorra
Não levo a vida muito a sério, ninguém sai vivo dessa porra
Hoje Hilux turbo, amanhã bicicleta quem tem
Hoje um trampo decente, amanhã na lotérica pros pente
De manhã na igreja, mais tarde na pedra novamente
Ontem menor carente, hoje infrator adolescente
Sinceramente, o professor da minha mente
É o que meu corpo sente
O que reluz em minha frente, vejo que o mundo é tipo um jardim
Que semeia os que mente, finge que é flor mas é espinho
Diz que é farto mas é carente
E assim brilha, em meios aos moleque, as minas
As quadrilha se trilha, o caminho
Em que a glória se faz armadilha
Se goza enquanto seu mundo incentiva e põe pilha
E os mesmo chora no canto da cela, implora e se humilha
Cadê a família?
Há tempos que as lágrimas não consolam
Última vez que vi foi na cadeira do fórum
Camisa regata e o mundo a minha volta
Seus altos e baixos resumem a minha história
A rua é droga e bar, terra de charlata
Armado até a pampa, uma puta pra amar
Mas eu tô ligado que a maior guerra é no psico
Se você não se resolve, nada resolvido
Hoje na lama
Amanhã tem glória
O fugitivo de cadeia também fugiu da escola
Porra nenhuma
Num tem nada monopolizado assim
Tem beira-mar de 5a série, contando dólar no jatim
Ser bom é pra otário, o certo é ser ruim
Meu coração de plástico também sabe sentir
Mas se é seu filho, cê não ri, e vende droga pro vizin
A máquina do tempo funciona acelerada
E às vezes é lenta que nem a fumaça do cigarro antes da tragada
Assisto a vida em BPM 53
Toca na cara e fuzil, as torres do xadrez
Isso é um jogo
É um teatro e seus fantoches
A vida opina, depois do vinte é um pinote
A estrada oscila, paz, guerra, azar e sorte