Loucos de Lisboa
Márcia
Popularity · Low
Listen
YouTube
0:00 / 0:00
Loading YouTube player...
Lyrics offset
Synced
Lyrics
Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinhota lento despedindo
Entre um cigarro e outro lá cravava a bica
A olhar nos seus ouvintes
As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor se o dia
Que ao partir agradecia
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Que a terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
Um dia numa sala de poeta
Passou um filme lá do hospital
Onde esquecido filmado no gueto entrava
Como artista principal
Compramos a entrada p'ra sessão
A ver tal personagem no ecrã
O rosto maltratado era razão dele
Na lá passear pela manhã
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Que a terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Que a terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
Mudámos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixámos de tributo a quem lá para um louco
A fazer-lhe companhia
É sempre a mesma pose o mesmo olhar
Que não mede os dias que vagueiam
Sentado lá continua a cravar beijinhos
Às meninas que passeiam
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Que a terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Que a terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Que a terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar