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Fechar os Olhos
O Bardo e o Mago
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Eu fecho meus olhos
Fecho-os devagar
Com o peso no meu párpado
Sono a marejar
E agora vou dormir
Sonho a ressurtir
Vou abrir um espetáculo
E deixar fluir
Imaginação (imaginação)
Imaginação (imaginação)
Um passeio cósmico
Me vejo a velejar
Aqui no meu pináculo
Estrelas a pensar
Me sinto a refletir
Ideia a consumir
Minha mente é um oráculo
E me faz sentir
Clarividência (clarividência)
Clarividência (clarividência)
Clarividência (clarividência)
Tal mundo tal fruto é bruto, imundo
Não quero mais ser sujeito oculto
O real, implural o homem faz mal
Aldrabice, crendice da estultice
Eu não quero mais saber não dessa vida que só me traz
Eu não quero mais saber não (Agonia)
Dessa vida que só me traz agonia
Eu não quero mais saber não dessa vida que só me traz
Parcimônia, acrimônia da cachimônia
Bocejo, solfejo do meu desejo
Neste mundo ó como eu quisera
Alentar a modorra da minha quimera
Eu não quero mais saber não desse mundo que eu acho tão
Eu não quero mais saber não (Absurdo)
Desse mundo que eu acho tão absurdo
Eu não quero mais saber não desse mundo que eu acho tão
Cansei das mentiras que me contam todo dia
Fenômenos transportam dor a minha alegria
Desprazer da vida
Só logomaquia
Não leva a nada
Tiraram-me a palavra
Família, minha vida logo vão se finar
De falácias suspicacias que estão a sobejar
Chega disso, não mais acredito
Uma luz surge e me guia
A me tornar um apóstolo da décima maravilha
Sua órbita se aproxima
Finalmente encontrei
Pessoas com quem eu me sinto bem
A verdade que conquistei
Verdade caridade que hei de portar
Um fruto de um grupo que não posso despojar
Finalmente, a verdade está comigo, agora sim eu acredito
Notícias logo surgem e vão negar
A história que eu vou propagar
Um mundo novo virá
Nibiru vai voltar
E o fim consigo trará
A nova ordem surgirá
Agora só me resta aguardar nesta esfera
Esperando o momento com preces e rezas
Eu vou fechar os meus
Olhos e esperar o fim
Durante minha estadia neste mundo
A vida nunca foi como eu quis
Minhas memórias escritas com giz
Desvanecem em um mero segundo
Novas oportunidades
Me aguardam nesta nova viagem
Meus olhos estão fechados
E todos aguardamos calados
Por um momento
Há um sentimento
Sensação súbita
Não há dúvida
Agora é a hora
Chegou o fim
O espírito segue eternamente
Seja noutro corpo ou num plano diferente
A alma esvai breve e viaja de repente
Em busca de outra vida de forma intermitente
O espírito segue eternamente
Seja noutro corpo ou num plano diferente
A alma esvai breve e viaja de repente
Em busca de outra vida de forma intermitente
O espírito (eu vou voltar)
Segue eternamente (novamente vivenciar)
Seja noutro corpo (logo acordar)
Ou num plano diferente (um breve despertar)
A alma esvai breve (eu vou voltar)
E viaja de repente (novamente vivenciar)
Em busca de outra vida (logo acordar)
De forma intermitente (um breve despertar)
O espírito (eu vou voltar)
Segue eternamente (novamente vivenciar)
Seja noutro corpo (logo acordar)
Ou num plano diferente (um breve despertar)
A alma esvai breve (eu vou voltar)
E viaja de repente (novamente vivenciar)
Em busca de outra vida (logo acordar)
De forma intermitente (um breve despertar)
O espírito (eu vou voltar) (eu)
Segue eternamente (novamente vivenciar) (vou)
Seja noutro corpo (logo acordar) (encarnar)
Ou num plano diferente (um breve despertar)
A alma esvai breve (eu vou voltar) (e)
E viaja de repente (novamente vivenciar) (deixar)
Em busca de outra vida (logo acordar) (tudo pra trás)
De forma intermitente (um breve despertar)
O espírito (eu vou voltar) (eu)
Segue eternamente (novamente vivenciar) (vou)
Seja noutro corpo (logo acordar) (encarnar)
Ou num plano diferente (um breve despertar)
A alma esvai breve (eu vou voltar) (e)
E viaja de repente (novamente vivenciar) (deixar)
Em busca de outra vida (logo acordar) (tudo pra trás)
De forma intermitente (um breve despertar)
Reviravolta
Me gera revolta
Fui enganado
E ludibriado
Era tudo uma farsa
Então é assim
Que eu deixo de ver o mundo
Tão diferente
Inconsequente
Banhar-me em verdade
E esquecer a maldade
Que me enganou
Como pude deixar guiar minha mente
Um conceito tão eloquente
Esta seita me receita a falsa ideia
De uma Odisseia
Meu consciente foi inerente e me levou a falência
Com esta pseudociência
A memória, e a história de um falso-Deus
Que me tirou do navio de Teseu
Quem sou eu, quem somos nós?
Pra onde vamos?
E o que há depois dessa vida?
Questões sem respostas geram visões opostas
De um paraíso que mora escondido
O olhar observador do universo
Sem ele eu sou cego
Não vou mais investir na minha intuição
Vou ampliar minha percepção
Eu vou abrir
Os meus olhos pra enxergar
A luz do meu olhar
Que guiar-me-á
Pra um jeito novo de pensar
Me tirou de um lugar
Que só ia falhar
Sem ter no que acreditar
A luz do meu olhar
Que guiar-me-á
Pra um jeito novo de pensar
Me tirou de um lugar
Que só ia falhar
Sem ter no que acreditar
Eu vou abrir os meus olhos
E enxergar através
Das portas da percepção