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Medley Back to Back: Abalando / Indecência militar / Tô contigo e não abro / Mentiras do Brasil / 175 nada especial / Esperanduquê
Gabriel o Pensador
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Quando quiser, DJ
Gabriel, O Pensador o homem que eles amam odiar
Agora voltou para ahn-ahn, tentar falar
Nós temos o poder de abalar
Chega de ser prego, é melhor ser o martelo rapá
Tô falando de uma reformulação
Que começa na cabeça e vai passando pelo coração
Pra começar quero lembrar desse refrão
Abalando as estruturas então
Como é que é, galera do Rio de Janeiro?
Tá sabendo do que eu tô falando, num tá não?
É assim, mais ou menos assim, vem comigo
Ahn, ahn, vem! A gente abala quando quer
A gente abala se quiser, quero ouvir vocês
Vem! A gente abala quando quer
(A gente abala se quiser)
Vem! A gente abala quando quer
A gente abala se quiser
Vem! A gente abala quando quer
A gente abala se quiser
Na porta do local do alistamento militar
Esperando pela hora de entrar
De saco cheio estava eu lá
Sem nenhuma mulher pra agarrar
E nenhum som pra escutar
Um monte de marmanjo do meu lado eu vi
Então pensei: Porra! O que que eu tô fazendo aqui?
Ah, Tiago Mocotó
Essa é pra você
Tô contigo e não abro
Sem vacilação, ahn, ahn, ahn
Vacilou comigo é só uma vez
Eu não gosto de vacilo e não vou virar freguês
De vacilão, isso não, pra mim amigo é irmão
Pode não ser de sangue mas é de coração
As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra puta que o pariu
As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra (puta que o pariu)
Mais um dia mais um ônibus que eu peguei no Rio
Um ônibus tranquilo, estava vazio
A viagem demorada mas eu não me estresso
Resolvi fazer um som lá na Fundição Progresso
A rapaziada já tá lá
A brincadeira tá pronta pra começar
DJ Cleston na vitrola
Rola o hip-hop, passa a bola
É isso aí, a rima descendo da cachola
Direto pra rapaziada sem parar
DJ Cleston, vamo lembrar do refrão
Assim, com a galera junto, vai, ahn, ahn
Mas esse rap não é sobre nada especial
É o rap do 175 que eu peguei na Central
Mas esse rap não é sobre nada especial
(É o rap do 175 que eu peguei na Central)
Eu nada posso esperar de uma raça
Que só tem filha (da puta)
Se espalha por todo lugar
Mas tem mais em Brasília (escuta!)
No Brasil já teve guerrilha
Com armas, com tudo
Mas hoje só temos
Um bando de cego, surdo, burro e mudo
Ninguém faz nada
Nem os governantes nem a massa dominada
O povo é ignorante e o governo é uma piada
E se você não é um ignorante, muito bem
Então, pelo amor de Deus, venha se expressar também
A voz do povo é a voz de Deus
Quem disse isso não fui eu
Mas eu acho que quem escreveu essa frase era ateu
Porque esse povo tá sem voz, o povo tá calado
Tá parado esperando Deus batendo palma pro Diabo
E enquanto o Diabo-rato-porco vai se perpetuando
O povo fica parado debaixo, de quatro
Bobo olhando, bobo olhando
Se matando, sem dinheiro
Esperando deitado de bruços
Esse é o povo brasileiro
Bobo olhando, bobo escutando
Bobo escutando é você
Bobo esperando, bobo esperando
Esperando... esperando o quê?